sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Play Test

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Enredo


O jogo Ifé é um um JOGO SÉRIO em formato ADVENTURE com 3 arcos de trama, cada um contando uma lenda iorubá.

Dos personagens jogáveis (Players Characters)

São cinco personagens selecionáveis para as aventuras cujo o jogadr podeá escolher entre cinco orixás sendo eles:
Ogum - orixá reçacinado à guerra e à tecnlogia
Oxossi - o mais habilidso no aro e flecha é o caçador
Xangô - o rei de Oió é um habilidoso guerreiro com largo domínio do fogo
Oyá - Rainha de Oió, é uma habiidosa feiticeira e possui talentos de guerra
Obá - Temida guerreira que em campo de batalha ée o terro de muitoos exércitos

OXOSSI - O caçador de uma flecha só!



Concept Art

Ogum - GAMEPLAY


Interface de Jogo

AGÔ!

LAROYÊ!

Numa época, bem no início dos tempos, onde homens, animais e plantas conviviam em harmonia, existia no mundo homens e mulheres que mudaram o destino da humanidade tornando-se assim mais que pessoas e assim surgiram os Orixás, os deuses vindos dos homens. Ifé narra a história de cinco Orixás que, precisando cumprir missões designadas por Oxalá, o Pai de Todos, traçariam o mundo como se apresenta hoje para os homens. É um jogo em formato adventure que trás conteúdo narrativo referente aos Orixás e aos povos de África que aqui desembarcaram como homens e mulheres escravizados e ressalta a importância do ensino da cultura de matriz africana em ambiente escolar e fora da escola como suporte para reforçar as tradições culturais responsáveis por parte considerável da formação do povo brasileiro. A grande motivação que levou a criação deste projeto complexo que envolve tanto o desenvolvimento de um jogo eletrônico como o conteúdo trabalhado dentro do universo da ancestralidade referente aos cultos de matriz africana, foi a relação tão próxima da religião com o povo, no dia-dia ainda que uma considerável parcela da população não seja iniciada no candomblé ou na umbanda na cidade de Salvador. Talvez o cotidiano do soteropolitano tenha tantos elementos da cultura iorubá, que não se tenha percebido como é comum dizer que vai comer um acarajé ou se vestir de branco às sextas feiras, ou jogar flores ao mar na virada de cada ano. São ações tão comuns incrustadas na prática cultural do cidadão que temperaram o desejo de realizar um jogo eletrônico com elementos mais ligados à esta parcela da cultura local e brasileira. Após esta breve contextualização da origem dos caminhos que convergiram à este projeto, entra em questão a formação deste artista pesquisador que embora venha de uma formação clássica e muitas vezes normativa, abraça todas as possibilidades em seus processos de criação, sejam gráficos ou textuais. O motivo final para iniciar o projeto de conceituação (que já tinha rabiscos espalhados em diversos cadernos), foi a experiência de jogar God of War (Sony Computer Entertainment), um jogo para a plataforma Playstation 2 no qual é possível controlar um personagem inserido no universo dos mitos gregos embora de uma forma distorcidas e com apelações cinematográficas, mas que não afetavam a proposta de entretenimento do jogo. No entanto o jogo é rico em pesquisa na área de mitologia grega e os elementos e referências embora tenham sido levemente alterados para atender a uma demanda específica mercadológica, tinham sua essência preservada e sem dúvida atiçou a curiosidade de diversos usuários ainda que não buscassem em enciclopédias os mitos originais. Uma dúvida após este contato com esta obra surgiu mesclada a uma curiosidade: Como seria um jogo que misturasse a mitologia iroubá e os elementos contidos em um jogo como o Final Fantasy, sendo que o mesmo apresente um conteúdo utilizável como complemento pedagógico? Surge assim um objeto pioneiro no cenário de jogos eletrônicos. Um ponto interessante é que, um jogo como God of War (Sony Computer Entertainment) tem sua narrativa elaborada sobre o pano de fundo da religião grega e a possibilidade de discussão da mesma num cenário onde a figura do homem se coloca diante da figura dos deuses. Sendo assim, elementos sagrados à cultura de matriz africana trariam importantes contribuições dentro de um cenário de jogo adventure que poderiam servir de suporte para atender à diversos profissionais de ensino que estejam inseridos na prática de aulas que atendam a lei 11.645 que direcionam os profissionais do ensino médio e fundamental a ensinarem sobre as culturas de matriz africana e indígena nas escolas. Não obstante a busca não se resumiria a criar um “jogo aventure” somente, mas um “Jogo Sério” que mesclasse o elemento lúdico de um adventure com possibilidades paradidáticas inseridas no enredo, criando brechas para que o educador estimule em seus alunos a curiosidade sobre este universo tão combatido pela intolerância religiosa, o que dificulta, e muito, o ensino dessas disciplinas, visto que muito do que se aprende da cultura trazida pela diáspora para as terras brasileiras está diretamente ligado ao sagrado e por muitas vezes encontra-se enraizado no cotidiano popular.